Política

E agora, Esquerda?

Com o fim do governo Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, a direita tomou definitivamente o poder, colocando toda a esquerda na oposição. Partidos, centrais sindicais, organizações estudantis, movimentos sociais e grupos de mídia foram obrigados a sair do governismo, para travar uma luta política contra o governo de Michel Temer (PMDB). Entretanto, a viagem do novo presidente do Brasil ao encontro do G20 mostra que a interinidade passou.

Serra, Temer e Xi Jinping no encontro G20

Serra, Temer e Xi Jinping no encontro G20. Foto POOL/Reuters.

Neste cenário, o novo governo está disposto a desferir os mais graves ataques a população brasileiro pois, além de continuar com o mecanismo da dívida de concentração de renda e a tributação regressiva onde os mais pobres arcam com a maioria dos impostos. O principal projeto do novo governo é congelar os gastos por 20 anos, o que fará com que saúde, educação, transporte, moradia e saneamento básico piorem nos próximo anos, tudo para garantir o pagamento da dívida pública.

Romper com esse projeto de exploração das classes mais pobres requer enfrentar os 1% mais ricos do Brasil, os grandes beneficiários deste sistema. A pergunta que fica para a esquerda é, portanto, qual o novo plano para fazer isso, depois da falência do plano de acordo de classes do PT?

 

Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), falando com repórteres dA Folha

Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), falando com repórteres dA Folha

Neste sentido, a linha divisória no saio da esquerda está exatamente no acordo de classes. Continuaremos tentado criar um sistema que beneficie tanto os 1% mais ricos quanto os outros 99%?

Nós somos os outros 99%. Foto: ABC News

Nós somos os outros 99%. Foto: ABC News.

Afinal quem são esses 1%? Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 1,4% dos que pagam imposto de renda detem 23% do patrimônio líquido e 14% da renda nacional. Estes super-ricos tem renda média acima de R$100 mil por mês. Quando olhamos para os impostos, 10% das famílias mais pobres do Brasil destinam 32% da renda disponível para o pagamento de tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 21% da renda em tributos.

O que você acha que a esquerda deveria se concentrar em fazer: enfrentar os super-ricos ou continuar tentando o acordo de classes?

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